Na linha do horizonte vejo no mar o céu encostar.
Vejo a luz do dia rebrilhar nas águas, como se fosse
prata liquida.
Sinto a riqueza da natureza mostrando aos homens que
é belo amar. E os homens não aprendem, continuam a
se odiar.
Quantas vidas tiradas nesse dia?
Quantas mães a chorar?
O rico mata o pobre, por ele ser pobre.
O pobre mata o rico, por ele ser rico.
Os políticos roubam o povo, porque o povo assim o quer.
A parceria homem e mulher, está cada vez mais difícil.
Viver por viver! Me perguntaram, porque viver?
Sentir dor, sentir lágrimas quentes correndo pelo rosto,
passamos a língua, e sentimos o gosto de sal.
Quantas crianças chorando? Pergunto eu!
Porque viver para o mal?
O rio correndo para o mar, tão sujo, tão poluído, é triste
viver assim.
O casal ao lado olha para mim.
Ele sacode a cabeça para ela a dizer não.
Ela bela e jovem, diz não quero viver assim. Olha para o
seu homem, e fala, amor porque Deus não se lembra de mim?
Ele também jovem, responde não acredito! Esqueça Deus,
lembre-se de mim. Aqui estou, muito perto, é o calor do
meu corpo que neste momento aquece o seu.
É o reflexo desse céu que se encosta ao mar, que é Deus.
Com o sol brilhando no espaço, a bela jovem põe a cabeça
no seu regaço. Ele a olha com carinho. Beija sua boca com
sofreguidão.
Escuta-se um estampido, uma bala perdida, seu corpo cai
para a frente, por cima do corpo dela. Ela assustada, sem
saber ainda o que aconteceu, olha para o mar, vê uma réstia
de luz se apagar.
De outro modo não poderia ser. Os homens continuam a se odiar.
Uma lágrima de dor corre pelo seu rosto a procura do mar.
Fico a pensar...
Como Deus permite que neste mundo chamado terra, tantas
desgraças e loucuras tenham lugar?
terça-feira, 31 de julho de 2007
Escrever
A escrita como uma das mais remotas necessidades do homem
civilizado, para mim é algo maravilhoso.
Escrever é sonhar, é viver, é sentir as delicias de uma vida
imortal, é transpor todos os muros de nosso pequenino universo.
Escrever é elevar-se a Deus. É sentir sua infinita bondade,
é comungar com os anjos, é ultrapassar todas as barreiras das
leis impostas pelos homens.
Escrever é fugir a hipocrisia, ao ódio, a mentira e as injustiças.
Escrever é sabermos que por esse meio leva-se conforto e alegria
a outro ser que está distante.
Escrever é o renascimento do ser que recebe uma missiva,
por saber que no mundo ainda resta alguém que lhe quer.
Escrever também tem o seu lado mau. Não poderia deixar de ser assim,
somos humanos.
Escrever para alguns, é vilipendiar, é ferir, é caluniar, para
esses é transformar o delicado bico da pena em um monstro.
Escrever para esses é fazer da tinta sua peçonha.
Mas quem assim procede nunca será feliz, porque Deus, como
símbolo do poder e justiça, quebrará essa monstruosa pena
e a tinta em forma de peçonha para o esgoto correrá.
civilizado, para mim é algo maravilhoso.
Escrever é sonhar, é viver, é sentir as delicias de uma vida
imortal, é transpor todos os muros de nosso pequenino universo.
Escrever é elevar-se a Deus. É sentir sua infinita bondade,
é comungar com os anjos, é ultrapassar todas as barreiras das
leis impostas pelos homens.
Escrever é fugir a hipocrisia, ao ódio, a mentira e as injustiças.
Escrever é sabermos que por esse meio leva-se conforto e alegria
a outro ser que está distante.
Escrever é o renascimento do ser que recebe uma missiva,
por saber que no mundo ainda resta alguém que lhe quer.
Escrever também tem o seu lado mau. Não poderia deixar de ser assim,
somos humanos.
Escrever para alguns, é vilipendiar, é ferir, é caluniar, para
esses é transformar o delicado bico da pena em um monstro.
Escrever para esses é fazer da tinta sua peçonha.
Mas quem assim procede nunca será feliz, porque Deus, como
símbolo do poder e justiça, quebrará essa monstruosa pena
e a tinta em forma de peçonha para o esgoto correrá.
Uma estrela
Sendo mais forte do que a fortaleza.
Sendo mais débil do que a incerteza.
Sendo mais fraco do que um bebê.
Como posso faze-la, eu merecer.
Como senti-la sem tê-la?
Como viver sem vê-la?
Esta é a minha vida, me falta uma estrela.
Sendo mais débil do que a incerteza.
Sendo mais fraco do que um bebê.
Como posso faze-la, eu merecer.
Como senti-la sem tê-la?
Como viver sem vê-la?
Esta é a minha vida, me falta uma estrela.
As letras são fortes
Vamos para o papel tudo passar.
Vamos em letras tudo transformar.
Vamos ver as palavras. Palavras?
Sim, palavras, temos que as traduzir.
O teor não importa, às vezes as letras
já nascem mortas.
Mas as letras são fortes, elas geram palavras.
Quando isso acontece faz da vida um diagrama.
Que fazer com esse diagrama?
Vamos as letras contar, pode ser que uma
história elas venham a falar.
Meu filho! Tudo é história, é nunca acabar.
Veja! A tragédia chegou, a todos fazendo chorar.
Olhe! É a bonança. Que bom, a todos a alegrar.
Então vamos a todos contentar.
Vamos distribuir, saúde, esperança e amor.
Desse modo, todos a vida vão saudar.
Olhe! Olhe!
E aquele moço, parece que está a se coçar.
Não, ele está querendo dali sair, e ficou a balançar.
Porque balançar?
Porque se ficar, muitas coisas vai encontrar, e não
sabe se vai gostar.
Se sair, perde o que construiu, e derrotado vai se achar.
Ele tem medo. Medo? Porque ter medo?
O mundo lá fora é muito belo, grandes coisas vai encontrar.
Mais ele não aprendeu a ser ágil, para a vida arrostar.
Então ele na luta tem que entrar, aprender a perder e a ganhar.
Para a dama Vitória ele encontrar.
Vamos em letras tudo transformar.
Vamos ver as palavras. Palavras?
Sim, palavras, temos que as traduzir.
O teor não importa, às vezes as letras
já nascem mortas.
Mas as letras são fortes, elas geram palavras.
Quando isso acontece faz da vida um diagrama.
Que fazer com esse diagrama?
Vamos as letras contar, pode ser que uma
história elas venham a falar.
Meu filho! Tudo é história, é nunca acabar.
Veja! A tragédia chegou, a todos fazendo chorar.
Olhe! É a bonança. Que bom, a todos a alegrar.
Então vamos a todos contentar.
Vamos distribuir, saúde, esperança e amor.
Desse modo, todos a vida vão saudar.
Olhe! Olhe!
E aquele moço, parece que está a se coçar.
Não, ele está querendo dali sair, e ficou a balançar.
Porque balançar?
Porque se ficar, muitas coisas vai encontrar, e não
sabe se vai gostar.
Se sair, perde o que construiu, e derrotado vai se achar.
Ele tem medo. Medo? Porque ter medo?
O mundo lá fora é muito belo, grandes coisas vai encontrar.
Mais ele não aprendeu a ser ágil, para a vida arrostar.
Então ele na luta tem que entrar, aprender a perder e a ganhar.
Para a dama Vitória ele encontrar.
Quisera poder...
Quisera poder saber se alguém vive sem chorar.
Quisera poder saber se alguém vive sem sonhar.
quisera poder saber se alguém vive sem se amargurar.
Quisera poder saber se alguém vive sem amar.
Quisera poder saber contar histórias para crianças.
Quisera poder fazer brinquedos com as quimeras.
Quisera poder levar a todos felicidade e esperança.
Quisera poder tirar de todos a tristeza que gera.
Quisera poder tirar o ódio dos homens.
Quisera poder tirar a fome do mundo.
Quisera poder tirar a ganância do homem.
Quisera poder tirar a dor do fundo.
Quisera poder dar a todos a igualdade.
Quisera poder falar a todos de fraternidade.
Quisera poder trazer a todos a jovialidade.
Quisera poder realizar a força da criatividade.
Quisera poder ser o mago da esperança.
Quisera poder sonhar, o sonho da minha vida.
Quisera poder viver eternos dias de bonança.
Quisera poder encontrar o amor da minha vida.
Quisera poder saber se alguém vive sem sonhar.
quisera poder saber se alguém vive sem se amargurar.
Quisera poder saber se alguém vive sem amar.
Quisera poder saber contar histórias para crianças.
Quisera poder fazer brinquedos com as quimeras.
Quisera poder levar a todos felicidade e esperança.
Quisera poder tirar de todos a tristeza que gera.
Quisera poder tirar o ódio dos homens.
Quisera poder tirar a fome do mundo.
Quisera poder tirar a ganância do homem.
Quisera poder tirar a dor do fundo.
Quisera poder dar a todos a igualdade.
Quisera poder falar a todos de fraternidade.
Quisera poder trazer a todos a jovialidade.
Quisera poder realizar a força da criatividade.
Quisera poder ser o mago da esperança.
Quisera poder sonhar, o sonho da minha vida.
Quisera poder viver eternos dias de bonança.
Quisera poder encontrar o amor da minha vida.
segunda-feira, 30 de julho de 2007
A árvore vai ficar
A sombra de uma grande árvore, recostada em seu tronco, uma menina
chorava. O que teria acontecido?
Porque esse choro convulsivo? Terá acontecido algo com sua familia?
Será que seu amor partiu, ou morreu?
Terá ela feito algo de errado?
Vamos nos aproximar, vamos chegar bem devagar, não podemos
assusta-la. Quem sabe se ela poderá nos contar?
Tanta tristeza assim, para uma menina é de cortar o coração.
Porque chora menina? Ela em soluços, responde, a árvore.
Não conseguimos entender. Perguntamos novamente.
Ela gaguejando e em soluços, responde novamente, a árvore.
Pedimos que ela se acalme, e nos responda devagar.
Respire fundo menina, e bem devagarinho, veja se pode nos explicar,
tudo faremos para lhe ajudar.
Ela nos olha. Com aquele olhar embassado de lágrimas, começa a
soluçar. Esperamos ela se recuperar, que fazer?
Ela volta a nos olhar, e agora mais calma, começa a nos explicar.
Eu choro por essa árvore, que me conhece desde pequenina,
eu ainda não sabia falar, e ela estava aqui para me sombrear.
Os homens maus a querem matar. Dizem que uma estrada por aqui
vai passar, e ela no caminho não pode ficar.
Calma menina, calma, você com ainda está.
Vamos ver o que podemos fazer. Temos certeza que uma boa
solução, vamos encontrar, e essa árvore vai ficar.
Clamaremos aos céus e a Deus, mas homem algum essa árvore
vai cortar. Após nossas palavras, a menina enxugou as
lágrimas, abriu um sorriso e começou a cantar:
A árvore vai ficar, a árvore vai ficar.
Quando estiver muito calor o meu corpo sombrear.
Saiu a correr, a sorrir e a brincar.
A árvore vai ficar.
chorava. O que teria acontecido?
Porque esse choro convulsivo? Terá acontecido algo com sua familia?
Será que seu amor partiu, ou morreu?
Terá ela feito algo de errado?
Vamos nos aproximar, vamos chegar bem devagar, não podemos
assusta-la. Quem sabe se ela poderá nos contar?
Tanta tristeza assim, para uma menina é de cortar o coração.
Porque chora menina? Ela em soluços, responde, a árvore.
Não conseguimos entender. Perguntamos novamente.
Ela gaguejando e em soluços, responde novamente, a árvore.
Pedimos que ela se acalme, e nos responda devagar.
Respire fundo menina, e bem devagarinho, veja se pode nos explicar,
tudo faremos para lhe ajudar.
Ela nos olha. Com aquele olhar embassado de lágrimas, começa a
soluçar. Esperamos ela se recuperar, que fazer?
Ela volta a nos olhar, e agora mais calma, começa a nos explicar.
Eu choro por essa árvore, que me conhece desde pequenina,
eu ainda não sabia falar, e ela estava aqui para me sombrear.
Os homens maus a querem matar. Dizem que uma estrada por aqui
vai passar, e ela no caminho não pode ficar.
Calma menina, calma, você com ainda está.
Vamos ver o que podemos fazer. Temos certeza que uma boa
solução, vamos encontrar, e essa árvore vai ficar.
Clamaremos aos céus e a Deus, mas homem algum essa árvore
vai cortar. Após nossas palavras, a menina enxugou as
lágrimas, abriu um sorriso e começou a cantar:
A árvore vai ficar, a árvore vai ficar.
Quando estiver muito calor o meu corpo sombrear.
Saiu a correr, a sorrir e a brincar.
A árvore vai ficar.
Uma página para ela
Quando a vi pela primeira vez, foi em uma recepção.
Achei-a diferente de todas.
Mas austera e ao mesmo tempo mais suave.
Senti uma bela sensação ao fitar seus belos olhos.
Em seu sóbrio, porém elegante vestido verde, combinando
com os matizes azul-esverdeado de seus olhos, apresentou-se
a mim como um quadro de algum famoso pintor da renascença.
Estávamos em um vasto salão, magnificamente ornado com flores
e frutas. Pessoas elegantes evoluiam pelo ambiente como
pássaros a gorjearem. Viam-se sorrisos distribuídos por todos
que ali aportavam.
A noite estava linda, o céu era todo estrelas, não tinha nuvens,
tudo era belo.
Os anfitriões nos convidaram, para um outro ambiente.
Passamos para o jardim, de onde assistiríamos diversos tipos de
apre4sentações artísticas. Aproveitei esse momento para ficar
postado a beira da piscina em um ângulo de onde pudesse vê-la.
Ela estava conversando com outras pessoas da qual formávamos
um grupo. Pude bem observar sua expressão, ao falar, ao ouvir
e ao sorrir. Ora ela estava alegre, ora tristonha e meditativa.
Seu sorriso era delicado e suave. Em alguns instantes notei em
seus semblante um ar de melancolia. Fiquei a meditar...
que será que lhe vai n'alma? Que será que se esconde por trás desses
belos olhos? Parece tão só! Porque?
Para saber o que se passa terei que me aproximar e perguntar.
Abstive-me de falar, para poder na semi-obscuridade deleitar-me a
contempla-la. É tão bela de maneiras finas, parece uma rainha.
Sim ela tem porte de rainha. Poderei fazer desaparecer em seu
semblante esse ar melancólico? Só em pensar desse modo, senti um
inefável bem estar. Houve uma transformação em mim, por que onde
existiam cinzas, o sopro de uma cálida e reavivante brisa fez
nascer uma pequenina chama, que pouco a pouco foi tomando forma.
Não será uma crepitante fogueira de chamas desordenadas, qual um
incêndio, mas sim, o fogo brando de uma lamparina. Essa luz que
ansiamos quando nos sentimos em trevas.
Sim! Senti essa luz, essa chama que tanto procuro, e só ela com
esse ar despretensioso pode dar-me.
Ela aquiesceu ao meu toque de mão, então saímos de mãos dadas
em busca do futuro.
Achei-a diferente de todas.
Mas austera e ao mesmo tempo mais suave.
Senti uma bela sensação ao fitar seus belos olhos.
Em seu sóbrio, porém elegante vestido verde, combinando
com os matizes azul-esverdeado de seus olhos, apresentou-se
a mim como um quadro de algum famoso pintor da renascença.
Estávamos em um vasto salão, magnificamente ornado com flores
e frutas. Pessoas elegantes evoluiam pelo ambiente como
pássaros a gorjearem. Viam-se sorrisos distribuídos por todos
que ali aportavam.
A noite estava linda, o céu era todo estrelas, não tinha nuvens,
tudo era belo.
Os anfitriões nos convidaram, para um outro ambiente.
Passamos para o jardim, de onde assistiríamos diversos tipos de
apre4sentações artísticas. Aproveitei esse momento para ficar
postado a beira da piscina em um ângulo de onde pudesse vê-la.
Ela estava conversando com outras pessoas da qual formávamos
um grupo. Pude bem observar sua expressão, ao falar, ao ouvir
e ao sorrir. Ora ela estava alegre, ora tristonha e meditativa.
Seu sorriso era delicado e suave. Em alguns instantes notei em
seus semblante um ar de melancolia. Fiquei a meditar...
que será que lhe vai n'alma? Que será que se esconde por trás desses
belos olhos? Parece tão só! Porque?
Para saber o que se passa terei que me aproximar e perguntar.
Abstive-me de falar, para poder na semi-obscuridade deleitar-me a
contempla-la. É tão bela de maneiras finas, parece uma rainha.
Sim ela tem porte de rainha. Poderei fazer desaparecer em seu
semblante esse ar melancólico? Só em pensar desse modo, senti um
inefável bem estar. Houve uma transformação em mim, por que onde
existiam cinzas, o sopro de uma cálida e reavivante brisa fez
nascer uma pequenina chama, que pouco a pouco foi tomando forma.
Não será uma crepitante fogueira de chamas desordenadas, qual um
incêndio, mas sim, o fogo brando de uma lamparina. Essa luz que
ansiamos quando nos sentimos em trevas.
Sim! Senti essa luz, essa chama que tanto procuro, e só ela com
esse ar despretensioso pode dar-me.
Ela aquiesceu ao meu toque de mão, então saímos de mãos dadas
em busca do futuro.
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