quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ó Israel, Ó Palestina...

Ó Israel,
Porque procuras semear ódio após tuas vitórias?
Meu coração sangra, minha alma chora.
Tivestes vitórias e com elas vieram as conquistas, mas perdestes a nobreza.
Teus primos, teus irmãos palestino perderam suas terras, foram exilados.
Terias que amenizar essas perdas, terias que semear amor, mas não, o
orgulho do vencedor, te fez pensar que teu povo é muito superior. O preconceito
e a arrogância se instalaram no teu coração.
Não soubestes ter a visão para com os vencidos, os desvalidos, deixaste-os
fenecer nos campos de refugiados.
Ó Palestina,
Senti o fervor de teu povo. Senti o não sucumbir as intempéries da vida, mas
tu, te deixastes levar pela loucura fanática de uns poucos, que são vassalos
da anarquia e da morte. São os cavaleiros das trevas.
Eis ai o caos!
Ó Israel,
Sabes muito bem que o povo palestino sofreu e amargou uma derrota imensurável.
Sabes muito bem que algumas nações insuflaram a inimizade entre judeus e palestino,
o que foi aceito pelos tolos beligerantes.
Os senhores da guerra precisavam vender armas.
Ó Palestina,
Na derrota tivestes o direito de aprender há não repetir os mesmos erros, isto já é
uma vitória. Tivestes o direito de receber simpatia de outras nações, por seres
mais fraca, isto é uma conquista. Mas não tivestes a visão de aceitar os fatos.
Do mesmo modo que Israel, perdestes a nobreza.
Ó Israel,
Porque usar a força do ódio, se podes usar a força do amor?
Tens força e poder suficiente para isso.
Porque usar a força da morte, se podes usar a força da vida?
Que é a compreensão, a tolerância, a compaixão e a razão.
Ó Israel, Ó Palestina,
Onde iremos parar com os vossos cavaleiros do Apocalipse e das Trevas?
Até quando isso pode durar?
Até quando o mundo vai aceitar essa situação?`
Procurais um novo Holocausto?
Ó Israel, Ó Palestina,
Que Iahweh se compadeça de nós, que o sangue derramado humedecendo a terra
não venha a florescer se transformando no Espectro do Armagedom.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Somos barro e ouro

Há muitos anos atrás, li em um livro as seguintes palavras:
"Somente os parceiros de almas semelhantes podem transformar o barro em ouro".
Quando vi minha menina sendo domada pela doença, fiquei a meditar.
Veio-me a mente lembrança das palavras acima.
Durante nossa vida em comum, senti que dentro de um sistema que não percebíamos,
tínhamos almas semelhantes, pois conseguíamos como se fosse um trabalho de alquimia
mudar formas que queriam dificultar as nossas vidas.
Tudo se transformava em ouro e alegria. Certas ocasiões, ela com uma palavra fazia
com que a luz fluísse em nossas almas, e o ouro e o riso, a felicidade de viver nos
cobrisse dos pés a cabeça.
Fiquei olhando-a e pensando, porque você tem que ir agora, tivemos pouco tempo juntos.
E uma voz sussurrou-me com uma delicadeza infinita - Ela já cumpriu a missão que lhe foi
designada, feche os olhos e sinta a luz que a cobre, não queira cortar a linha que a envolve,
pois isto a faria sofrer, e você sofreria muito mais. Tudo tem seu tempo, ela agora já é
espírito, embora um ténue fio a prenda aqui na terra. Cabe a você permanecer aqui por
um tempo, não se aflija, tudo ficará bem, inclusive você. -
Quando abri os olhos, vi que mesmo de olhos fechados ela sorria para mim, e senti sua
voz dizer-me que sempre fomos luz e calor, que eu continuasse assim, se alguém vier
me pedir auxilio que eu procure ser um bálsamo, justamente por sermos seguidores da
luz, somos barro e ouro.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O tempo de cair

Hoje, ouvi em uma esquina, pessoas discutindo, falavam alto, o tema era o Cair.
Sobre a tragédia do mundo em queda livre, e também de alguém mais proxímo que
levou um espantoso tombo.
Como pode alguém que está em ascenção, que nada fez de mal aos seus
semelhantes ter uma queda terrível como essa? Dizia uma sra. de cabelos grisalhos.
Isto não poderia ter acontecido - dizia um -.
Ele não merecia - dizia outro -. Um grupo, já se manifestou de modo contrário,
achava que foi bem merecido o que aconteceu. Uma outra pessoa chamou-me
para dar o meu parecer sobre o assunto. Nações se decompondo e o amigo em queda.
Fiquei a pensar. Perguntei-me, ele não merecia o que? Permanecer onde estava, ou cair?
Já que as opniões eram díspares.
Como não atinei de quem se tratava, não me cabia dar opnião. Apenas vou divagar
sobre os meus pensamentos.
Lembrei-me que cair, não é algo anormal para quem está passando uns tempos aqui na terra.
Vejamos! Qual é a primeira queda do ser humano na vida?
Creio que o fato se dá quando ele cai do ventre de sua mãe. Após esse ato, ele levará algum tempo para se recompor, para levantar-se e caminhar por seus proprios meios.
Daí por diante será uma infinidade de tombos, uns leves que não o afetarão,
outros médios que também não lhe chamarão muita atenção, porém haverá no decorrer
de sua vida uma queda que lhe deixará estatelado de corpo e alma.
Faz parte da condição humana o cair. Faz parte da vida o levantar-se e seguir em frente.
Provavélmente a cada dia de nossas vidas nós caímos com maus pensamentos,
e conseguimos nos levantar com palavras e ações.
Lembrei-me nesse interím, que o fato se dá com as nações, porém, existe um tempo
determinado para elas cairem e não mais se ergueirem.
Nesses sete mil quinhentos anos de existência - isso partindo-se do ponto de referência da
Era Alexandrina -, vimos nações passarem. Desfilaram seu poderio por algumas centenas
de anos. Temos conhecimento através do tempo que essas poderosas nações ruiram,
cairam por terra, e nada mais lhes foi permitido.
Nada é para sempre aqui na Terrra, ou melhor, só o tempo...
É o Tempo, esse velho e malandro Tempo, que com o passar dos anos e dos séculos, está
sempre disposto a nos mostrar que a humanidade age sempre da mesma forma.
Parece que as ambições e todos os males que nos afligem ficaram mais fortes.
Com o advento da Era da tecnologia o mau está mais evidente.
O bem tende para uma tenue lassidão, com sua roupagem branca e esvôaçante, se deixa
levar pela brisa do mau para algum lugar de onde não poderá voltar.
Que faremos? Nos deixaremos levar, ou vamos sacudir essa lassidão e lutar.
Lutar pela vida e pelo bem, o bem de nossos filhos e netos...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A "bendita" paz dos homens

Me pediram para escrever algo sobre a paz.
Mas escrever o que? Se em qualquer parte do globo temos conhecimento que é a palavra
mais proferida e infelizmente a mais diferenciada por interesses escusos.
Meu amigo falemos em paz, na paz. Procuremos a atenção de todos, vamos agitar sobre a paz, depois disso, vamos continuar nossos afazeres e deixar a corrente do rio passar sob a ponte.
Não tenhas duvidas meu rapaz, a paz é na realidade um grande problema, se ela acontecer
vai nos tirar o apoio que podemos dar aos beligerantes, e com isso nossos lucros fenecerão.
Deixaremos de vender armas, de negociar ilusões ligadas as ambições desmedidas,
perderemos uma infinidade de mercadorias, e com isso nosso saldo murchará.
É melhor esqueceres a paz do modo que imaginas, por que tambem a vendemos, e com
isso nossos lucros são fabulosos.
-Meu caro falei em paz, e me vens com história de lucros e vendas? E ainda porcima
insinuas que vendes a paz?
-Não posso crer em tamanha sandice ou desumanidade.
Rapaz és deveras ingênuo, eu não insinuei, eu afirmo, eu vendo a paz.
Pois é aí que os negocios florescem.
Paz, querida paz, como te amo, sem você eu não teria meu belo iate, e os outros objetos
caros e maravilhosos que possuo, e poderei vir há possuir por sua causa.
-Não! Isto não pode ser verdade. Não acredito que tudo que possuis possa ser atribuido
a venda da paz.
Rapaz, porque continuas com essa lassidão mental? A paz é o melhor produto de venda
do mundo. Veja bem descerra esta venda de teus olhos, pois vejo que jamais olhastes o
mundo como ele realmente é. Não sejas alienado.
Preste atenção, desde que o mundo passou para o dominio humano a paz sempre foi um
grande negocio. Os lucros auferidos são altissimos, e logicamente existia e existe um preço
pago a cada tipo de paz.
-Meu Deus, isto é cruel, como cada tipo de paz, a paz é uma só.
Não meu amigo, estais enganado. Temos pacotes de paz. Tipo armistício de vinte-e-quatro,
quarenta-e-oito horas e assim por diante, até pouquissimas horas, depende do preço.
-E as vitimas, os civis, mulheres, crianças e os velhos?
Rapaz, são vitimas advindas das negoçiações, são meros escolhos em nosso percurso que
são contornados sem prejuizos para nós. Afinal o prejuizo pode e deve ser deles,
meteram em suas cabeças que suas convicções são certas. Cantam sobre liberdade,
patriotismo, solo sagrado, religiões e outras coisas do genero, são totalmente loucos.
Desse ponto em diante nós entramos, procuramos ajuda-los por trás dos bastidores.
Incentivamo-lhes, lógico que a cada um, que sua causa é a certa, entram em conflito,
o sangue jorra, e correm novamente a nos chamar.
Entramos em negociações com as partes beligerantes. Temos conhecimento que chegarão
a um acordo, mas isso acontecerá quando suas bolsas estiverem vazias. Enquanto isso
cobramos o máximo que pudermos.
Sinto muito em dizer-te, ficamos felizes por essa convulsão entre eles.
Quando nos chamam querem comprar de tudo, desde as melhores armas, até a bendita paz.
Meu rapaz, repito, somente a paz, a nossa paz que é vendida, é a que deve ser solicitada,
é a que convem ao ser humano.
Para que não penses que sou um empedernido mercenário, espero que um dia o seu genero
de paz tambem aconteça. Afinal o mundo é grande, há lugar para tudo e para todos.
Mas, repito mais uma vez, viva a paz, e que seja a minha paz, ela é mais benfaseja e lucrativa,
por que meu rapaz a sua paz, a paz que tu imaginas, a paz de Jesus Cristo, que Ele pregava,
é uma paz inócua, e a paz dos mortos, não tem valia alguma para quem vive neste mundo.
Para terminar meu rapaz, vou dizer-te algo que jamais esquecerás.
A paz dos homens, é a paz que traz a morte, é uma paz que só é válida quando envolve com
seu manto milhares de pessoas e ouro muito ouro para uns poucos homens de negocios.
Está sim, é verdadeira paz, então viva a paz, a nossa bendita e aurifera paz.

Marabô o Eremita e a política II

Pagamos impostos e esperamos de nossos mandátarios o retorno. Esse retorno é traduzido
em benefícios para todos, como escolas, hospitais, postos de saúde, água, luz, esgôto e
assim por diante.
Ansiamos por uma qualidade de vida melhor , que venha há superar ao mandato precedente.
E o que acontece ? Nada! Ficamos parados no tempo.
De quem é a culpa? É nossa! Porque nossa perguntarão alguns.
Porque não soubemos escolher as pessoas corretas para os devidos cargos.
Votamos na ilusão. Votamos naqueles que se apresentaram com o poder mágico
do dinheiro e da cortina que deixa nossos olhos velados.
Após as eleiçõos, com o passar dos dias, vamos nos sentir enganados, então será tarde
demais. Teremos pela frente 48 meses de rejeiçôes as nossas aspirações.
Estaremos entrando em estabelecimentos públicos com a cabeça baixa, pesarosos,
humildes, a sensação de perda é infinita.
Justamente nos prédios públicos que devemos entrar altaneiros porque tudo nos
é devido, é tudo nosso porque o dinheiro ali aplicado é nosso. Mas votamos errado,
votamos nos corruptos e ficamos a espera de um favor da ralé política.
Isto não é vida, isto não é cidadania.
Temos que votar com sabedoria e amor, para podermos sentir orgulho de nosso ato.
Todos os votos são iguais, sejamos ricos ou pobres. É aí que reside a força e a igualdade.
Nesta igualdade se espalha a liberdade de escolha e do debate para sabermos o que é
melhor para nós.
Vote consciente, vote por sua familia , pela sua rua, por sua cidade, por uma forma
de vida melhor.

Marabô o Eremita e a política

Marabô o Eremita mandou me chamar, e subir a serra, precisamos conversar.
Lá fui eu, ao chegar, como de hábito, a recepção é sempre esfuziante. Ao fundo, no fogão a lenha, a chaleira no fogo para que eu passasse um café bem forte e gostoso.
Após esse ato, pegamos nossos cachimbos e fomos nos acomodar em nossa pedra preferida a beira do rio. Depois de algumas baforadas, Marabô o Eremita, começou a dissertar sobre política.
Ele falou que a política está presente em nosso dia-a-dia, pois a usamos em todos os momentos
ao trocarmos idéias com nossos interlocutores. É usual nós querermos convencer alguém
sobre algum tópico. Nesse ponto a política entra, ora arrogante, cheia de malícia, de astúcia,
de perfídias ou de diplomacia, habilidade e sensibilidade de partilha, honestidade e amor.
Quis saber como eu vejo a política e se eu poderia dar-lhe o prazer de ouvir-me.
Pediu-me que fizesse uma explanação tipo uma crônica. Como seu discípulo, senti-me
lisongeado, fechei os olhos por alguns instantes como ele sempre me ensinou, para meditar e receber as palavras que viriam iluminar a minha mente. Comecei meu ditado:
Campanha eleitoral é festa, é carnaval, o povo gosta disso.
Então vamos alegra-los, mais vamos gastar muito dinheiro com isso.
Os gastos, ah... os gastos, são acidentes de percurso, se eleitos podemos recuperar tudo,
e ainda por cima obteremos lucros. Aliás é o que queremos lucros.
Vamos comprar votos, vamos agir de modo que eles votem não como cidadãos,
mas como bois de curral que entram em fila para serem castrados.
Eis aí o que é a política para esses senhores que usam e abusam
do poder monetário, para depois subtrair o erário público.
Política para eles, é astúcia e rapinagem.
Política para nós, é diplomacia, é a ciência de governar partilhando idéias com nossos
correligionários, é agir com habilidade, é sentir o clamor público.
Se você vende o seu voto, está vendendo a sua alma, a sua força,
o seu poder de dizer não aos políticos corruptos.
Depois nada poderá cobrar do seu candidato, que você até já esqueceu.
Esqueceu ? Sim, esqueceu porque foi objeto de compra e venda.
Vote com o coração. Vote pensando que é nescessário mudar, mudar para melhor.
Meus amigos os maus políticos são perversos, principalmente com os humildes.
Eles tiram o nosso direito de usufruir a cidadania.
Eles não querem que tenhamos conhecimento das leis e obrigações que nos transforma
de seres humildes em poderosos cidadãos eleitores.
Sim, acreditem, somos poderosos e tambem podemos ser maus, terrivelmente maus.
Vamos usar a nossa maldade no voto. O voto é a nossa arma, e somente através do voto
poderemos recuperar a nossa dignidade ferida, vamos arrasa-los nas urnas.
Digamos não aos maus políticos, que só querem usar do poder que nós lhe demos
em proveito proprio.
Ao término de meu discurso, olhei para o meu mestre, e fiquei a espera de sua nota.
Ele com aquele sorriso inegmático, deu uma baforada no cachimbo, ficou a olhar a fumaça
evolar-se, e falou que eu deveria divulgar os meus pensamentos de modo que todos
tivessem conhecimento, e fizessem uma meditação antes de se encaminharem as urnas.
Fiquei feliz, senti que ele aceitou as palavras de seu discípulo.
Eu, Abu-el-Moura, menor que um grão de areia, mas, discípulo de Marabô o Eremita,
Agradeci ao Espírito do Bem e da Luz por mais um dia de vitória.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Você é o amor...

Na sabedoria chinesa seriamos o Ying e o Yang. O positivo e o negativo, ou melhor dizendo,
o masculino e o feminino se interligando formando a corrente universal da vida.
Mulher-menina ou menina-mulher, isso não importa, eu a vejo com os olhos da alma,
e nesse ponto os meus parametros são mais suaves e a visão é sublime.
Com o toque suave e eletrizante de sua mão em minha mão, senti nesse ato o desabrochar
da amizade espontanea, da fraternidade e amor.
Senti sua sensibilidade, sua meiguice e seu carinho.
Senti-a despojada de interesses. Vi e senti essa ação como de uma alma sofrida a procura
de apoio, e ao mesmo tempo oferece ajuda para quem está debilitado com os sentimentos
desbaratados, como se uma explosão houvesse jogado seu universo em um buraco negro.
Com sua meguice espana as tristezas que estão querendo nos envolver.
Em seu olhar e em seu sorriso, vi a luz e um novo caminho onde a paz, a compreensão e o companheirismo balizou essa estrada, dando-nos idéia que a felicidade está encoberta nessa
capa de simplicidade de um espírito singelo, onde a majestade da vida é a própria vida.
Você é o amor personificado.