Marabô o Eremita, mandou alguém à minha procura. Já fazem alguns meses que não subo a serra.
Lá fui eu, imaginando receber uma reprimenda.
Ao deparar comigo na soleira de sua porta, deu um sorriso, como de hábito, disse-me, a chaleira
está no fogo lhe esperando, só você sabe passar aquele café forte e gostoso (pensei de imediato,
o homem hoje está bonachão), depois do café vamos fumar nossos cachimbos em nossa pedra
favorita à beira do rio. E você Abu-el-Moura, me dirá o que de insólito tem feito nesse periodo
de férias. Fiquei surpreso, lhe informei que nada fiz de extraordinário nesse meio tempo.
Apenas tenho me reservado a estudar a mim mesmo, procurando discernir onde estão os meus
defeitos, e como burilar e tornear-me, a fim de ser uma pessoa melhor e viver em paz.
Marabô o Eremita, olhou-me, e ficou a meditar, porém sem despregar os olhos de mim,
de repente, piscou, deu um sorriso inegmático, redarguiu, você pronunciou uma palavra que
gosto de ouvir, aliás uma não, duas, burilar e tornear. Continuou: Para isto o homem requer
paciência, visão e uma vontade ferrêa para mudar o aspecto de alguma coisa. Mais uma vez
Marabô o Eremita sorriu, deu uma baforada em seu cachimbo, me inquiriu com uma pergunta
assaz significativa para a ocasião. Abu-el-Moura, você poderia dizer-me o que é um metalúrgico
no poder e caso ele seja um torneiro-mecânico?
Fiquei a cismar com a sua questão, no entanto, entendi a ênfase que ele deu na palavra
metalúrgico. Porém antes que eu começasse a falar, ele continuou: Quando a cultura se veste de
orgulho presumido, e não procura ajudar aos menos favorecidos, ou melhor dizendo, que não
puderam ter acesso aos livros, é o mesmo que deixar de dar água há quem tem, sêde.
A elite sufoca ao ver e sentir que um ser menos exclarecido no conhecimento intelectual
chegou ao topo da pirâmide. Como aceitar um metalúrgico no comando da nação?
Ele nada sabe! Bem, pelo menos a elite pensa assim. Após essas palavras, Marabô o Eremita
quedou-se de olhos fechados a espera de ouvir a minha voz.
Fiquei a pensar alguns minutos. Perguntei-me em voz alta, será? E a faculdade da vida, nada vale?
E as lutas travadas nos tempos negro da ditadura, não teriam sido por ventura um vestibular
de alto nível? Como explicar que a elite governou por tantos anos e nada fez, ou melhor dizendo,
procurou fazer apenas para si mesma. Será que faltou vergonha na cara? Patriotismo? Ou somente
vontade política? Talvez execesso de ganância e ambição ao poder toldaram as boas intenções.
Os erros e acertos fazem parte de nosso cotidiano, a inveja, o orgulho, o despeito, o preconceito
e a intolerância também, por isso estamos na terra. Para notarmos tudo isto é por que estamos
vivos.
Então o que fazer? Aplaudir.
Marabô o Eremita, deu um sorriso, simplesmente proferiu uma palavra, gostei.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
A Mãe Oxum
Mãe Oxum, senhora dos rios e cachoeiras.
Senhora das águas que da vida a natureza e aos homens,
pois sem as suas águas não existiria vida.
Assim como as suas águas límpidas nos lava e limpa, da mesma
forma peço-lhe minha mãe, que ao nos banharmos em suas águas,
nossas almas e mentes sejam lavadas e limpas dos maus pensamentos
e ações.
Assim como as suas águas nos sacia a sede, peço-lhe minha mãe
que saceie as nossas necessidades.
Nos de saúde, paz, amor, compreensão, tolerância e fortuna.
Com sua benção, agô minha mãe.
Senhora das águas que da vida a natureza e aos homens,
pois sem as suas águas não existiria vida.
Assim como as suas águas límpidas nos lava e limpa, da mesma
forma peço-lhe minha mãe, que ao nos banharmos em suas águas,
nossas almas e mentes sejam lavadas e limpas dos maus pensamentos
e ações.
Assim como as suas águas nos sacia a sede, peço-lhe minha mãe
que saceie as nossas necessidades.
Nos de saúde, paz, amor, compreensão, tolerância e fortuna.
Com sua benção, agô minha mãe.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
O casamento
Vi na passagem pela nave da igreja o esplendor radioso do sorriso de uma noiva.
Vi nesssa passagem os pequenos anjos com a formação de pagens, precedendo a figura maior.
Que nesta hora espalha fulgor por onde pisa.
Olhares! Todos como que enfeitiçados, focalizam aquela criatura de branco, parecendo uma fada,
em majestoso caminhar espargindo felicidade, e alegria simbolizando o amor.
Vi o sorriso de duas almas sentidas de plena emoção.
Vi o sorriso dos pais nesta ocasião.
Vi o sorriso da noiva ao caminhar para a fusão.
Vi no rosto do noivo a comtemplação, pois ali estava a sua decisão.
Vi neste rosto o homem, que na sua missão aqui na terra, está colocando mais um marco
de sua vida, onde a responsabilidade se faz mister.
São dois que se tornam um. Ambos resolveram entranhar seus corações, no que parece
ser uma grande ambição. Na realidade é uma grande ambição, formar seu clã, e dele emergir
uma nova voz.
Essa nova voz nos mostrará que a base maior é a familia. Mais uma vez revigorada neste enlace.
Somos felizes por sabermos que enquanto houver uma reunião onde um casamento é festejado,
estaremos recebendo recompensas de Deus, pois a vida é um eterno matrimonio.
Vi nas pessoas presentes, o desejo de receber uma partícula da felicidade que estava sendo
distribuída naquele magnífico cenário da igreja, onde se sentia as vozes dos anjos
a cantarem a sublimação do ser.
Era inovidável! Os rostos mostravam uma alegria impar, vinda do fundo do coração.
Nesta ocasião víamos diante do altar duas almas que se enlaçavam no caloroso ardor do amor,
e conseguimos captar nos seus olhares que seus valores eram iguais.
Sabemos que ali está o toque da ventura. Como uma majestosa flor, vai abrindo suas pétalas,
vai exalando o perfume da vida e da felicidade que está fecundado pelo colibri do amor.
Que Deus purifique as vossas mentes. Que cada dia seja uma oração de humildade e paz.
Com humildade conseguimos ganhar o pódio do amor.
Com amor ganhamos todas as benesses da vida.
Sejam felizes, que harmonia, compreensão e tolerância estejam presentes em todas
as ocasiões de vossas vidas.
Estas são as linhas de um velho feiticeiro que vos ama.
Abu-El-Moura discípulo de Marabô o Eremita
Vi nesssa passagem os pequenos anjos com a formação de pagens, precedendo a figura maior.
Que nesta hora espalha fulgor por onde pisa.
Olhares! Todos como que enfeitiçados, focalizam aquela criatura de branco, parecendo uma fada,
em majestoso caminhar espargindo felicidade, e alegria simbolizando o amor.
Vi o sorriso de duas almas sentidas de plena emoção.
Vi o sorriso dos pais nesta ocasião.
Vi o sorriso da noiva ao caminhar para a fusão.
Vi no rosto do noivo a comtemplação, pois ali estava a sua decisão.
Vi neste rosto o homem, que na sua missão aqui na terra, está colocando mais um marco
de sua vida, onde a responsabilidade se faz mister.
São dois que se tornam um. Ambos resolveram entranhar seus corações, no que parece
ser uma grande ambição. Na realidade é uma grande ambição, formar seu clã, e dele emergir
uma nova voz.
Essa nova voz nos mostrará que a base maior é a familia. Mais uma vez revigorada neste enlace.
Somos felizes por sabermos que enquanto houver uma reunião onde um casamento é festejado,
estaremos recebendo recompensas de Deus, pois a vida é um eterno matrimonio.
Vi nas pessoas presentes, o desejo de receber uma partícula da felicidade que estava sendo
distribuída naquele magnífico cenário da igreja, onde se sentia as vozes dos anjos
a cantarem a sublimação do ser.
Era inovidável! Os rostos mostravam uma alegria impar, vinda do fundo do coração.
Nesta ocasião víamos diante do altar duas almas que se enlaçavam no caloroso ardor do amor,
e conseguimos captar nos seus olhares que seus valores eram iguais.
Sabemos que ali está o toque da ventura. Como uma majestosa flor, vai abrindo suas pétalas,
vai exalando o perfume da vida e da felicidade que está fecundado pelo colibri do amor.
Que Deus purifique as vossas mentes. Que cada dia seja uma oração de humildade e paz.
Com humildade conseguimos ganhar o pódio do amor.
Com amor ganhamos todas as benesses da vida.
Sejam felizes, que harmonia, compreensão e tolerância estejam presentes em todas
as ocasiões de vossas vidas.
Estas são as linhas de um velho feiticeiro que vos ama.
Abu-El-Moura discípulo de Marabô o Eremita
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Gostaria de ser mais forte
Descobri que sou mais fraco que uma pétala de rosa.
Agora me pergunto, como ouso me comparar a uma pétala de rosa. Algo frágil, belo, transparente a
luz do sol, Eu um homem comum com uma estrutura que nada lembra uma essência de beleza.
Epa!!! Dentro de mim existe um universo de amor e beleza, que não pode ser trazido a tona pois
seria destruído pelas intempéries da vida material, onde paira o poder da violência.
Gostaria que o vigor das cores de uma flor fosse o manto natural dos seres humanos.
Gostaria que a fragilidade de uma flor fosse o limite de uma ato de violência.
Gostaria que o amor vicejasse em todos os corações, abradando o sofrimento alheio.
Gostaria que a dor e a angustia não golpeassem onde a pobreza marca presença.
Gostaria que os ricos olhassem ao seu redor, e sentissem a aflição ao ver a miséria atuar.
Gostaria que os poderosos sentissem o clamor do povo a chorar por uma vida melhor.
Gostaria de poder fazer o mundo entender, que somos todos iguais, os nomes mudam de região
para região, mais a essência da vida é, e será sempre a mesma.
Gostaria de poder fazer os homens compreenderem que orgulho em demasia leva ao ódio.
Gostaria de poder fazer os homens entenderem que no amor reside a humildade e a tolerância
e isso nos leva a paz.
Gostaria que os homens entendessem que os seres humanos são uma criação de Deus, por isso
todos deverão ser respeitados em suas culturas e religiões.
Gostaria que cada povo vivesse em paz em seu território, sem que outra nação interferisse se
achando superior.
Gostaria que os deuses de cada povo se reunissem na presença dos homens e falassem que cada
região do planeta tem uma forma de aceitar um tipo de religião e cultura, por que assim foi determinado
pelo Pai Supremo.
Gostaria que todos os homens entendessem que o mundo é nosso, por isso todos tem o dever de
procurar melhorar o modo de viver em seu torrão, sem interferência alheia.
Existe um dito popular que diz; "cada macaco em seu galho", é assim que deve ser.
Gostaria que todos os homens entendessem que existe apenas um grupo étnico, que se chama
humanos. Quando isso acontecer, cada povo vivendo com suas tradições e seus tabus, livres de
preconceitos de terceiros, estaremos caminhando para o jardim do Éden, ou o Nirvana, ou como
cada povo designa um estado de espírito em alto nível.
Gostaria de fazer os homens entenderem que viemos a terra para amar e não odiar.
Encarando o mundo desse modo teremos paz em nosso pequeno universo.
Não devo chorar por não conseguir fazer com que o sofrimento seja banido da terra.
Enfim, gostaria de ser mais forte que uma gôta d'água que faz um copo transbordar.
Abu-El-Moura, discípulo de Marabô o Eremita
Agora me pergunto, como ouso me comparar a uma pétala de rosa. Algo frágil, belo, transparente a
luz do sol, Eu um homem comum com uma estrutura que nada lembra uma essência de beleza.
Epa!!! Dentro de mim existe um universo de amor e beleza, que não pode ser trazido a tona pois
seria destruído pelas intempéries da vida material, onde paira o poder da violência.
Gostaria que o vigor das cores de uma flor fosse o manto natural dos seres humanos.
Gostaria que a fragilidade de uma flor fosse o limite de uma ato de violência.
Gostaria que o amor vicejasse em todos os corações, abradando o sofrimento alheio.
Gostaria que a dor e a angustia não golpeassem onde a pobreza marca presença.
Gostaria que os ricos olhassem ao seu redor, e sentissem a aflição ao ver a miséria atuar.
Gostaria que os poderosos sentissem o clamor do povo a chorar por uma vida melhor.
Gostaria de poder fazer o mundo entender, que somos todos iguais, os nomes mudam de região
para região, mais a essência da vida é, e será sempre a mesma.
Gostaria de poder fazer os homens compreenderem que orgulho em demasia leva ao ódio.
Gostaria de poder fazer os homens entenderem que no amor reside a humildade e a tolerância
e isso nos leva a paz.
Gostaria que os homens entendessem que os seres humanos são uma criação de Deus, por isso
todos deverão ser respeitados em suas culturas e religiões.
Gostaria que cada povo vivesse em paz em seu território, sem que outra nação interferisse se
achando superior.
Gostaria que os deuses de cada povo se reunissem na presença dos homens e falassem que cada
região do planeta tem uma forma de aceitar um tipo de religião e cultura, por que assim foi determinado
pelo Pai Supremo.
Gostaria que todos os homens entendessem que o mundo é nosso, por isso todos tem o dever de
procurar melhorar o modo de viver em seu torrão, sem interferência alheia.
Existe um dito popular que diz; "cada macaco em seu galho", é assim que deve ser.
Gostaria que todos os homens entendessem que existe apenas um grupo étnico, que se chama
humanos. Quando isso acontecer, cada povo vivendo com suas tradições e seus tabus, livres de
preconceitos de terceiros, estaremos caminhando para o jardim do Éden, ou o Nirvana, ou como
cada povo designa um estado de espírito em alto nível.
Gostaria de fazer os homens entenderem que viemos a terra para amar e não odiar.
Encarando o mundo desse modo teremos paz em nosso pequeno universo.
Não devo chorar por não conseguir fazer com que o sofrimento seja banido da terra.
Enfim, gostaria de ser mais forte que uma gôta d'água que faz um copo transbordar.
Abu-El-Moura, discípulo de Marabô o Eremita
Ela é Única
Uma amiga muito cara, perdeu um filho em um acidente de trânsito.
Disse-me que é um tipo de dor que jamais será olvidada.
Queria saber se eu teria alguma idéia, porque um jovem na plenitude da vida merece uma morte trágica.
Se alguma vez escrevi sobre a morte. Fiquei a pensar em suas especulações. Como poderei responder
a sua pergunta, sobre o merecimento de uma morte fatídica. Nada que eu venha a pensar, vai me ajudar
a esclarecer a respeito. Lembrei-me que ela já se apresentou a mim tres vezes. Me recordo vivamente
da ultima vez, quando o carro capotou no alto da serra e quase fui embora.
Tenho na memória, ter pensado que tudo estava acabado, naquele momento, a vi muito próxima.
A sensação que tive foi de uma paz infinita. O carro foi para o lixo, eu nada sofri.
Partindo desse ponto e do momento que estou vivendo, me sinto bem de corpo e alma.
Me sinto rei e vassalo da natureza que ora me cerca e envolve.
Deglutindo um bom vinho tinto, ouvindo boa musica do tipo romanesca, tentarei explanar como me sinto
a respeito de sua majestade a morte. Em tempo, não sou necrófilo e jamais pensei em suícidio, amo
essa minha vida.
Sabemos que no momento da fecundação, quando o óvulo recebe o esperma, da-se o começo da grande
saga da vida, e é neste momento que a morte aparece, e passa fazer uma constante vigília a este novo
ser. Ela se apresenta como se fosse uma vestal, aguardando sua chamada para o ritual da transmigração,
onde ela como grande sacerdotisa presedirá o cerimonial.
Ela já vem grudada em nós como se fosse um código de barras. Creio mesmo que neste código já
vem estampada a validade do tempo de permanência na terra.
Com qual epíteto posso apresenta-la? Não sei! Vilã, ou como uma casta donzela que se empolgou com
a vida, ao sentir o chamado da carne, onde tudo poderá ser permitido e dependendo de nossas atitudes,
seremos condenados ou perdoados. Repito, não sei.
Creio que ela deve variar de indivíduo para indivíduo, de caso para caso, cada qual com suas sensações,
desejos e necessidades de perda ou alívio. Nessa hora ela pode ser uma deusa do bem ou do mal.
Trágica ou sublime, dilacerante ou amenizante, martirizante ou caridosa... e por ai vai, uma infinidade de
cores e matizes. Jamais poderemos é tirar-lhe o cetro de deusa, de ser avassaladora, como não poderia
deixar de ser, inexóravel.
Ela iguala toda humanidade, poderosos, ricos, pobres e miseráveis, são seus vassalas, querendo ou não.
Ela não é feia ou bonita, trágica ou sublime. Ela é apenas fantástica e imorredoura.
Ela é única, ela é a morte.
Disse-me que é um tipo de dor que jamais será olvidada.
Queria saber se eu teria alguma idéia, porque um jovem na plenitude da vida merece uma morte trágica.
Se alguma vez escrevi sobre a morte. Fiquei a pensar em suas especulações. Como poderei responder
a sua pergunta, sobre o merecimento de uma morte fatídica. Nada que eu venha a pensar, vai me ajudar
a esclarecer a respeito. Lembrei-me que ela já se apresentou a mim tres vezes. Me recordo vivamente
da ultima vez, quando o carro capotou no alto da serra e quase fui embora.
Tenho na memória, ter pensado que tudo estava acabado, naquele momento, a vi muito próxima.
A sensação que tive foi de uma paz infinita. O carro foi para o lixo, eu nada sofri.
Partindo desse ponto e do momento que estou vivendo, me sinto bem de corpo e alma.
Me sinto rei e vassalo da natureza que ora me cerca e envolve.
Deglutindo um bom vinho tinto, ouvindo boa musica do tipo romanesca, tentarei explanar como me sinto
a respeito de sua majestade a morte. Em tempo, não sou necrófilo e jamais pensei em suícidio, amo
essa minha vida.
Sabemos que no momento da fecundação, quando o óvulo recebe o esperma, da-se o começo da grande
saga da vida, e é neste momento que a morte aparece, e passa fazer uma constante vigília a este novo
ser. Ela se apresenta como se fosse uma vestal, aguardando sua chamada para o ritual da transmigração,
onde ela como grande sacerdotisa presedirá o cerimonial.
Ela já vem grudada em nós como se fosse um código de barras. Creio mesmo que neste código já
vem estampada a validade do tempo de permanência na terra.
Com qual epíteto posso apresenta-la? Não sei! Vilã, ou como uma casta donzela que se empolgou com
a vida, ao sentir o chamado da carne, onde tudo poderá ser permitido e dependendo de nossas atitudes,
seremos condenados ou perdoados. Repito, não sei.
Creio que ela deve variar de indivíduo para indivíduo, de caso para caso, cada qual com suas sensações,
desejos e necessidades de perda ou alívio. Nessa hora ela pode ser uma deusa do bem ou do mal.
Trágica ou sublime, dilacerante ou amenizante, martirizante ou caridosa... e por ai vai, uma infinidade de
cores e matizes. Jamais poderemos é tirar-lhe o cetro de deusa, de ser avassaladora, como não poderia
deixar de ser, inexóravel.
Ela iguala toda humanidade, poderosos, ricos, pobres e miseráveis, são seus vassalas, querendo ou não.
Ela não é feia ou bonita, trágica ou sublime. Ela é apenas fantástica e imorredoura.
Ela é única, ela é a morte.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Meu amigo Peter e Marabô o Eremita
Procurei meu amigo Marabô o Eremita, para elucidar um sonho que eu tive.
Como imagino, ele consegue ver muito além do que eu possa. Partí incontinente para a serra.
Lá chegando não o encontro, só me restava sentar na beira do rio e esperar.
Enquanto esperava fechei os olhos para meditar, e tentar ver dentro de mim se os meus cacos já estavam
em seus devidos lugares, bem coladinhos, ou se ainda tenho muito que colar.
Mas não vim aqui para ficar pensando em mim. Outras pessoas precisam de auxilio, e penso que devo fazer
tudo para ajudar. Ouço a voz do meu amigo vindo em minha direção, ele ainda está distante e fora do meu
campo de visão. Eis que eu o vejo, ele abre um sorriso e com sua voz grave me interpela, se eu já coloquei
a chaleira no fogo para passar um café bem forte. Respondo-lhe que ao chegar não o encontrando fui direto
para a beira do rio. Ele me olha e diz, porque ficou esperando, a porta está sempre aberta, mesmo eu não
estando o fogo estás sempre aceso, não vamos perder esse precioso tempo. Após essas primeiras palavras
de contato vou providenciar o café.
Marabô o Eremita olha-me e procura saber se eu estou com algum problema grave. Digo-lhe que não.
Então vamos encher o fornilho de nossos cachimbos, tomar café e depois você me apresenta esta nova
situação que lhe deixou alerta. Depois desse cerimonial, tomei a palavra e contei-lhe que sonhei com um amigo,
que ele, Marabô estava presente, em sua vestimenta de monge, falava-me sobre o dileto amigo. Senti que era
para dar um recado. Eu estaria investido como mensageiro do bem, as palavras ditadas, eu as teria que passar
para Peter e fazer que ele entendesse e meditasse, pois ali estava contida uma mensagem que lhe atingiria o
âmago. Estas eram as palavras: Seu amigo tem tudo em mãos, ele sabe que dois em um não se encontra
pelas esquinas ou bibliotecas da vida. É algo que já vem pronto,ou quase pronto, basta aparar as arestas
com o cuidado de um lapidador de diamantes, ou de um jardineiro que ama suas flores, ele não pode esquecer
que sua metade lhe espera e o ama. Perder o que é seu por negligencia é o mesmo que perder o ar que respira.
Cumuniquei ao Eremita que a minha missão estava cumprida, Peter recebeu a mensagem. Sem duvida alguma
ele a entendeu, irá meditar sobre o seu conteúdo, ele sabe que as palavras não são vãs.
Marabô ficou olhando a fumaça do cachimbo subindo e se dispersar, não pronunciou uma palavra por muito tempo.
Fiquei até intrigado. Quando voltou seu olhar para mim, tinha um sorriso nos lábios e disse: Abu-El-Moura,
recorda-se que lhe perguntei que rumo tomaria no futuro próximo se mago ou monge? Acenei com a cabeça que
sim. Ele começou a falar: Peter e você estão ligados pelos raios magnéticos do universo, vocês são amigos
gostam de uma boa conversa, gostam da vida nas suas nuanças de elêgancia, etiqueta, charme e luxuria,
belas mulheres, claro vocês estão na terra, mas também gostam de olhar para o lado sério da vida.
Nada mais natural que receber uma mensagem para lhe retransmitir. Você tem esse dom, ele também só que
não aflora. Pelo teor do recado você lhe prestou uma ajuda inestimável, ele como homem de bem como é,
vai meditar e sentir que alguém fora do seu circulo natural lhe quer bem. Você como instrumento do bem, nada
mais fez do que lhe foi dado a fazer. Creio que é esta sua missão atual, prestar ajuda sem estar exposto, ser
discreto e concreto, e como você mesmo disse, não estando exposto o orgulho não irá se manifestar em seus
pensamentos. O que tenho a dizer-lhes agora é o seguinte: Deus os abençoe, de um abraço em seu amigo
por mim. Saí feliz, sentindo que muita água ainda vai correr no rio da minha vida. Que Marabô o Eremita
mostrou-me que minha missão já está delineada. Eu sou Abu-El-Moura discípulo de Marabô o Eremita
Como imagino, ele consegue ver muito além do que eu possa. Partí incontinente para a serra.
Lá chegando não o encontro, só me restava sentar na beira do rio e esperar.
Enquanto esperava fechei os olhos para meditar, e tentar ver dentro de mim se os meus cacos já estavam
em seus devidos lugares, bem coladinhos, ou se ainda tenho muito que colar.
Mas não vim aqui para ficar pensando em mim. Outras pessoas precisam de auxilio, e penso que devo fazer
tudo para ajudar. Ouço a voz do meu amigo vindo em minha direção, ele ainda está distante e fora do meu
campo de visão. Eis que eu o vejo, ele abre um sorriso e com sua voz grave me interpela, se eu já coloquei
a chaleira no fogo para passar um café bem forte. Respondo-lhe que ao chegar não o encontrando fui direto
para a beira do rio. Ele me olha e diz, porque ficou esperando, a porta está sempre aberta, mesmo eu não
estando o fogo estás sempre aceso, não vamos perder esse precioso tempo. Após essas primeiras palavras
de contato vou providenciar o café.
Marabô o Eremita olha-me e procura saber se eu estou com algum problema grave. Digo-lhe que não.
Então vamos encher o fornilho de nossos cachimbos, tomar café e depois você me apresenta esta nova
situação que lhe deixou alerta. Depois desse cerimonial, tomei a palavra e contei-lhe que sonhei com um amigo,
que ele, Marabô estava presente, em sua vestimenta de monge, falava-me sobre o dileto amigo. Senti que era
para dar um recado. Eu estaria investido como mensageiro do bem, as palavras ditadas, eu as teria que passar
para Peter e fazer que ele entendesse e meditasse, pois ali estava contida uma mensagem que lhe atingiria o
âmago. Estas eram as palavras: Seu amigo tem tudo em mãos, ele sabe que dois em um não se encontra
pelas esquinas ou bibliotecas da vida. É algo que já vem pronto,ou quase pronto, basta aparar as arestas
com o cuidado de um lapidador de diamantes, ou de um jardineiro que ama suas flores, ele não pode esquecer
que sua metade lhe espera e o ama. Perder o que é seu por negligencia é o mesmo que perder o ar que respira.
Cumuniquei ao Eremita que a minha missão estava cumprida, Peter recebeu a mensagem. Sem duvida alguma
ele a entendeu, irá meditar sobre o seu conteúdo, ele sabe que as palavras não são vãs.
Marabô ficou olhando a fumaça do cachimbo subindo e se dispersar, não pronunciou uma palavra por muito tempo.
Fiquei até intrigado. Quando voltou seu olhar para mim, tinha um sorriso nos lábios e disse: Abu-El-Moura,
recorda-se que lhe perguntei que rumo tomaria no futuro próximo se mago ou monge? Acenei com a cabeça que
sim. Ele começou a falar: Peter e você estão ligados pelos raios magnéticos do universo, vocês são amigos
gostam de uma boa conversa, gostam da vida nas suas nuanças de elêgancia, etiqueta, charme e luxuria,
belas mulheres, claro vocês estão na terra, mas também gostam de olhar para o lado sério da vida.
Nada mais natural que receber uma mensagem para lhe retransmitir. Você tem esse dom, ele também só que
não aflora. Pelo teor do recado você lhe prestou uma ajuda inestimável, ele como homem de bem como é,
vai meditar e sentir que alguém fora do seu circulo natural lhe quer bem. Você como instrumento do bem, nada
mais fez do que lhe foi dado a fazer. Creio que é esta sua missão atual, prestar ajuda sem estar exposto, ser
discreto e concreto, e como você mesmo disse, não estando exposto o orgulho não irá se manifestar em seus
pensamentos. O que tenho a dizer-lhes agora é o seguinte: Deus os abençoe, de um abraço em seu amigo
por mim. Saí feliz, sentindo que muita água ainda vai correr no rio da minha vida. Que Marabô o Eremita
mostrou-me que minha missão já está delineada. Eu sou Abu-El-Moura discípulo de Marabô o Eremita
Manter o humor em alta
Resolvi subir a serra, fui procurar meu mestre Marabô o Eremita.
Estava cansado e com a mente pesada. Fazia frio, chovia, uma chuva miudinha, queria chegar a sua
choupana o quanto antes, estava com dor de cabeça, alias estava com tudo, e não estava prosa.
Marabô me viu quando eu passava por uma curva lá embaixo. Como ele é espertinho, correu para o fogão à
por uma chaleira com água a ferver. Queria o meu café. Boa, muito boa, essa resolução, eu também
precisava de um café bem forte, aguardava-me na soleira da porta. Falamos as palavras de praxe, entramos,
eu já sabia o que tinha de fazer, fui passar o café. Ele me achou acabrunhado, mas sabia que havia uma razão
para isso. Marabô ficou me olhando por uns bons minutos, depois de algum tempo disse que sabia muito bem
que uma sucessão de acontecimentos tinham me deixado como um barco a deriva.
Mas, sabia também que eu estava me recuperando, que as dores já estavam mais branda, e as feridas já
tinham sido limpas e pensadas, e agora so me cabia esperar para poder remover as ataduras.
Informei-lhe que estava me sentindo quase recuperado, quando recebo noticias que o vil metal estava
abaixo do vermelho, tinha ficado roxo, totalmente roxo. E agora o que fazer? Como fazer?
Marabô, cai na gargalhada com o termo que usei. Ele replica Abu-El-Moura, gosto e você, por que você da
uma coloração magnifica aos problemas. Isso é bom, pois vejo que mesmo em uma situação que não lhe é
agradável, você sabe manter o humor em alta. Respondo, veja bem, estou vivo, de um modo ou de outro
tenho que me recuperar. Terei que apertar o cinto, o bolso, e tudo o mais que me causar despesas.
Ele concorda, e diz, já que você tomou uma resolução, o problema que o aflige deve ser sanado, é hora
de esquece-lo, lembra-lo quando a ocasião for aprazada. Ficar remoendo antes do tempo faz mal, não vai lhe
trazer benificio algum. Concordei, fiquei calado observando a chuva cair, ouvindo as gotas de chuva que caiam
através dos galhos baterem no telhado, como se fosse o ritmo pesado de um bumbo de marcação.
Marabô o Eremita sentado perto da porta, informou-me que as águas do rio estavam turvas.
Do mesmo modo que a chuva revolvendo o fundo do rio, fazendo com que as águas ficassem turvas,
eu estava atravessando meu periodo de águas turvas, mas como toda tempestade não vem para ficar,
eu tenho que esperar o tempo amainar. Tudo voltará ao normal.
Voltou-se para mim, e sentenciou, nada na vida e eterno, e você sabe disso,nem mesmo a dor.
Levante a cabeça, e saia airoso pelos seus caminhos, você continua de pé.
Nesse interim a chuva amainou. Levantei-me o abracei e me despedi, para voltar em outra hora,
receber outra lição. Quando estava na soleira da porta ele disse:
Abu-El-Moura é preciso manter o humor em alta.
Estava cansado e com a mente pesada. Fazia frio, chovia, uma chuva miudinha, queria chegar a sua
choupana o quanto antes, estava com dor de cabeça, alias estava com tudo, e não estava prosa.
Marabô me viu quando eu passava por uma curva lá embaixo. Como ele é espertinho, correu para o fogão à
por uma chaleira com água a ferver. Queria o meu café. Boa, muito boa, essa resolução, eu também
precisava de um café bem forte, aguardava-me na soleira da porta. Falamos as palavras de praxe, entramos,
eu já sabia o que tinha de fazer, fui passar o café. Ele me achou acabrunhado, mas sabia que havia uma razão
para isso. Marabô ficou me olhando por uns bons minutos, depois de algum tempo disse que sabia muito bem
que uma sucessão de acontecimentos tinham me deixado como um barco a deriva.
Mas, sabia também que eu estava me recuperando, que as dores já estavam mais branda, e as feridas já
tinham sido limpas e pensadas, e agora so me cabia esperar para poder remover as ataduras.
Informei-lhe que estava me sentindo quase recuperado, quando recebo noticias que o vil metal estava
abaixo do vermelho, tinha ficado roxo, totalmente roxo. E agora o que fazer? Como fazer?
Marabô, cai na gargalhada com o termo que usei. Ele replica Abu-El-Moura, gosto e você, por que você da
uma coloração magnifica aos problemas. Isso é bom, pois vejo que mesmo em uma situação que não lhe é
agradável, você sabe manter o humor em alta. Respondo, veja bem, estou vivo, de um modo ou de outro
tenho que me recuperar. Terei que apertar o cinto, o bolso, e tudo o mais que me causar despesas.
Ele concorda, e diz, já que você tomou uma resolução, o problema que o aflige deve ser sanado, é hora
de esquece-lo, lembra-lo quando a ocasião for aprazada. Ficar remoendo antes do tempo faz mal, não vai lhe
trazer benificio algum. Concordei, fiquei calado observando a chuva cair, ouvindo as gotas de chuva que caiam
através dos galhos baterem no telhado, como se fosse o ritmo pesado de um bumbo de marcação.
Marabô o Eremita sentado perto da porta, informou-me que as águas do rio estavam turvas.
Do mesmo modo que a chuva revolvendo o fundo do rio, fazendo com que as águas ficassem turvas,
eu estava atravessando meu periodo de águas turvas, mas como toda tempestade não vem para ficar,
eu tenho que esperar o tempo amainar. Tudo voltará ao normal.
Voltou-se para mim, e sentenciou, nada na vida e eterno, e você sabe disso,nem mesmo a dor.
Levante a cabeça, e saia airoso pelos seus caminhos, você continua de pé.
Nesse interim a chuva amainou. Levantei-me o abracei e me despedi, para voltar em outra hora,
receber outra lição. Quando estava na soleira da porta ele disse:
Abu-El-Moura é preciso manter o humor em alta.
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